quinta-feira, 8 de junho de 2017

Homo sapiens é 100.000 anos mais velho do que se acreditava



Trata-se do Homo sapiens mais velho já encontrado no mundo



PUBLICADO EM 07/06/17 - 15h13


AFP

O Homo sapiens, espécie à qual pertencemos, não data de 200.000 anos como se acreditava até agora, mas de 300.000, segundo os fósseis encontrados no Marrocos de indivíduos extremamente parecidos com o Homem atual.

"Esta descoberta representa a origem da nossa espécie, trata-se do Homo sapiens mais velho já encontrado na África e em qualquer outro lugar", explicou o francês Jean-Jacques Hublin, coautor da pesquisa e diretor do Departamento de Evolução Humana do Instituto Max Planck em Leipzig, na Alemanha.

"O ninho dos fósseis humanos" encontrado em excelente estado de conservação durante escavações iniciadas em 2004 no sítio de Jebel Irhoud, no noroeste do Marrocos, continha os restos de pelo menos cinco indivíduos: três adultos, um adolescente e uma criança.

Os pesquisadores descobriram que "o rosto de um destes primeiros Homo sapiens é [igual] ao de qualquer pessoa com a qual poderíamos cruzar no metrô", afirmou Hublin, cuja pesquisa foi publicada nesta quarta-feira na revista Nature junto com outro estudo que aponta na mesma direção.

Seu crânio, no entanto, é bastante diferente do visto no Homem atual. "Ainda há uma longa evolução à frente antes de chegar a uma morfologia moderna", afirmou este professor.

A datação destes fósseis foi obtida por Daniel Richter, especialista do Instituto de Leipzig, por meio da termoluminescência, uma técnica muito comum utilizada desde os anos 1980.

A equipe de arqueólogos encontrou também neste local, situado a 400 km ao sul de Rabat, fósseis inestimáveis, como uma mandíbula, "provavelmente a mais bela de um Homo sapiens jamais encontrada na África", disse Hublin.

Os Homens de Jebel Irhoud destronam assim o Omo I e Omo II, descobertos em Omo Kibish, na Etiópia, e datados de 195.000 anos.

Também na Etiópia foram encontrados três fósseis de crânios datados de 160.000 anos.

- Coexistência com outras espécies -
Estas descobertas realizadas na mesma região fizeram pensar que o Homem atual era descendente de uma população localizada no leste da África. Uma teoria que, com o encontrado em Jebel Irhoud, é completamente questionada.

Além disso, os utensílios achados nesse local junto com nossos ancestrais - essencialmente pontudos - são típicos do que se conhece como Middle Stone Age ("Idade Média da Pedra", em tradução livre).

"Já haviam descoberto este tipo de objeto, igualmente datados de 300.000 anos, em várias partes da África, mas não sabiam quem os teria fabricado", explicou Daniel Richter.

Agora, os pesquisadores consideram que podem associar a presença dos utensílio da Middle Stone Age à do Homo sapiens.

"Com certeza, antes de 300.000, antes de Jebel Irhoud, houve uma dispersão de ancestrais de nossa espécie no conjunto do continente africano", disse Hublin. "O conjunto da África participou desse processo".

O Homo sapiens arcaico, o Homo erectus e o Neandertal podem ter coexistido não apenas em regiões distantes, mas também em zonas próximas.

"Portanto, durante muito tempo houve várias espécies de Homens no mundo, que se cruzaram, coabitaram, trocaram genes...", explicou à AFP o paleoantropólogo Antoine Balzeau, que não participou da descoberta no Marrocos.

"Nos distanciamos cada vez mais desta visão linear da evolução humana como uma sucessão de espécies", concordou Hublin.

- A sobrevivência, uma sorte? -
Balzeau advertiu contra a tendência de acreditar que o Homo sapiens sobreviveu ao resto das espécies por ser superior. "Durante muito tempo exageramos as características do Homo sapiens, sobretudo as capacidades de nosso cérebro".

Mas estudos recentes mostraram que "não havia grandes diferenças em termos de valor, comportamento ou complexidade entre o Homo sapiens e o Neandertal". "É frustrante, mas não sabemos o motivo pelo qual continuamos a existir e os outros desapareceram. Acreditamos muitas vezes que somos uma conquista evolutiva, mas se deve também à sorte de continuarmos aqui!".



Fonte: http://www.otempo.com.br/mobile/interessa/homo-sapiens-é-100-000-anos-mais-velho-do-que-se-acreditava-1.1483336


domingo, 5 de março de 2017

Esquecida, revolução que derrubou monarquia russa completa 100 anos

"A revolução de 1917? Claro que estudamos isso!", responde, algo surpresa pela pergunta, a tradutora russa Alina Pogudina, 30. "Ah, não, verdade. Esta é a outra, a esquecida", completa, informada de que o objeto da conversa é a Revolução de Fevereiro, e não a de Outubro, em que Vladimir Lênin instaurou o comunismo na Rússia.

Na próxima quarta-feira (8) será comemorado o centenário da primeira das duas revoluções. Só que a insurreição de fevereiro, pelo calendário vigente então, mal sobrevive às brumas do tempo.

Moradora de Khabarovsk (Sibéria), Alina nasceu nos estertores da União Soviética, o Estado formado em 1922 após a sangrenta guerra civil que teve sua origem naquele fevereiro de 1917. Na escola, o tema pouco era abordado.

A geração mais nova ignora mesmo. Para nós que crescemos nos tempos soviéticos, contudo, a revolução era um prelúdio em que Lênin fazia os preparativos para os eventos de outubro", conta o cientista político moscovita Konstantin Frolov, 45.

Este parece ser o ponto principal da história de 1917: ela acabou sendo contada pelos vencedores de outubro, não pelos de fevereiro.

O efeito é duradouro. Pesquisa do Centro Levada, divulgada em 28 de fevereiro, mostra que 45% dos russos repetem o que Frolov aprendeu na escola: a revolução só serviu para abrir caminho a Lênin. Para 35%, "é difícil dizer" o que ela significou.

No Ocidente, a historiografia conservadora na Guerra Fria dava peso à revolta de fevereiro, por ter tido a queda da monarquia de 300 anos da casa dos Romanov e o estabelecimento de um governo liberal como resultados.

Essa leitura foi sofisticada depois, com o reconhecimento da influência estrutural dos bolcheviques de Lênin (1870-1924), ainda que a abertura dos arquivos soviéticos após o fim da Guerra Fria tenha enterrado a idealização romântica do líder feita por intelectuais de esquerda arrependidos por terem apoiado a ditadura stalinista que sucedeu sua morte.

Lênin foi, afinal, um déspota cruel. Mas sua visão radical de revolução estava mais impregnada nas estruturas de base de trabalhadores e de soldados do que a versão anticomunista admitiria, ainda que os bolcheviques fossem secundários quando a revolta explodiu.

Naquele momento, a Rússia penava derrota atrás de derrota para a Alemanha e seus aliados na Primeira Guerra Mundial (1914-18). Havia fome e insatisfação com o regime do czar Nicolau 2º (1868-1918) desde uma insurreição fracassada em 1905.

Na maior fábrica da então capital Petrogrado, a São Petersburgo cujo nome havia sido russificado por causa da guerra, grevistas se uniram a trabalhadoras marchando no Dia da Mulher. O movimento tornou-se irreversível, teve adesão de militares e, sete dias depois, o czar abdicou –sendo executado por comunistas no ano seguinte.
"
Foi uma revolução antimonárquica e democrática que liberou a maior parte das forças sociais. Ela minou o Estado e permitiu que os bolcheviques tomassem o poder com uma força relativamente pequena, mas organizada e militante", afirma o britânico Orlando Figes, 57, um dos principais historiadores dedicados à Rússia.

O governo provisório tinha maioria liberal, e foi integrado por socialistas moderados que queriam reformas progressivas e manter a Rússia na guerra, entre outras coisas para continuar a aliança com França e Reino Unido.

A maioria da esquerda disputou o poder formando o Soviete (Conselho) de Petrogrado. Os chamados mencheviques, rivais dos bolcheviques, tinham mais espaço no fórum e acreditavam na revolução em dois tempos, com uma etapa capitalista abrindo caminho ao socialismo.

Lênin estava exilado na Suíça, voltou de trem a Petrogrado pelas mãos da Alemanha, a quem prometera sair da guerra –o que de fato fez em 1918. O conflito seguia minando o instável governo provisório, por fim liderado pelo socialista moderado Alexander Kerênski (1881-1970).

Em outubro, novembro no calendário atual, as divisões de poder, a pressão popular pelo fim da guerra e uma tentativa fracassada da aristocracia militar de tomar o poder deram condições para que os bolcheviques dessem um golpe político interno.

Foi praticamente pacífico, com apoio da soldadesca em Petrogrado, mas também o prelúdio da guerra que matou 1,5 milhão de combatentes e talvez 8 milhões de civis.

O embate entre "vermelhos", bolcheviques e outras facções radicais, e "brancos", a ala mais à direita do governo provisório e aliados diversos, marcou a Rússia.

"Uns veem a revolução como o começo de uma grande civilização, outros como uma catástrofe. O país está lutando hoje um tipo de guerra civil ideológica entre os descendentes de 'vermelhos' e de 'brancos'", diz Figes.

Para ele, o fato de que as revoluções não são parte do calendário oficial de comemorações na Rússia de Vladimir Putin mostra a dificuldade em lidar com a questão.

"Putin talvez tenha se entregado quando trouxe de volta à Rússia os restos do líder 'branco' Anton Denikin (1872-1947). Mas ele não quer muita conversa sobre revolução porque teme uma."

Não só ele. Ao longo dos quase 70 anos da União Soviética, não se viram monumentos a fevereiro de 1917 espalhados pelo país. Mesmo o existente no Campo de Marte, em São Petersburgo, foi absorvido por um maior de estética e narrativa comunistas, tornando indiferenciável a lembrança celebrada ali.

Fonte:http://m.folha.uol.com.br/mundo/2017/03/1863761-esquecida-revolucao-que-derrubou-monarquia-russa-completa-100-anos.shtml

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O negro da casa e o negro do campo

“É necessário saber que, historicamente, havia duas espécies de escravos: o negro da casa e o negro do campo. O negro da casa vivia junto do senhor, na senzala ou no sótão da casa grande. Vestia-se, comia bem e amava o senhor. Amava mais o senhor do que o senhor amava a ele. Se o senhor dizia: — Temos uma bela casa. Ele respondia: — Pois temos. Se a casa pegasse fogo, o negro da casa corria para apagar o fogo. Se o senhor adoecesse dizia: — estamos doentes. Se um escravo do campo lhe dissesse 'vamos fugir desse senhor', ele respondia: — Existe uma coisa melhor do que o que temos aqui? Não saio daqui. O chamávamos de negro da casa. É o que lhe chamamos agora, porque ainda há muitos negros de casa.”

Malcolm X

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

7 perguntas para entender a origem da guerra na Síria e o que está acontecendo no país

A guerra da Síria, que começou como um levante pacífico contra o presidente Bashar al-Assad, se converteu em um conflito brutal e sangrento que não apenas afeta a população local, mas arrasta potências regionais e internacionais.

A ONU estima que a guerra tenha deixado cerca de 400 mil mortos e provocado um êxodo de mais de 4,5 milhões de pessoas do país.

Confira a seguir como o conflito começou e em que pé ele está cinco anos depois.

1. Qual era a situação na Síria antes da guerra?

Antes do início do conflito, muitos sírios se queixavam de um alto nível de desemprego, corrupção em larga escala, falta de liberdade política e repressão pelo governo Bashar al-Assad - que havia sucedido seu pai, Hafez, em 2000.

Em março de 2011, adolescentes que haviam pintado mensagens revolucionárias no muro de uma escola na cidade de Deraa, no sul do país, foram presos e torturados pelas forças de segurança.

O fato provocou protestos por mais liberdades no país, inspirados na Primavera Árabe - manifestações populares que naquele momento se estendiam pelos países árabes.

Quando as forças de segurança sírias abriram fogo contra os ativistas - matando vários deles -, as tensões se elevaram e mais gente saiu às ruas. Os manifestantes pediam a saída de Assad.

A resposta do governo foi sufocar as divergências, o que reforçou a determinação dos manifestantes. No fim de julho de 2011, centenas de milhares saíram às ruas em todo o país exigindo a saída de Assad.

2. Como começou a guerra civil?

À medida que os levantes da oposição aumentavam, a resposta violenta do governo se intensificava.

Simpatizantes do grupo antigoverno começaram a pegar em armas - primeiro para se defender e depois para expulsar as forças de segurança de suas regiões.

Assad prometeu "esmagar" o que chamou de "terrorismo apoiado por estrangeiros" e restaurar o controle do Estado.

A violência rapidamente aumentou no país: grupos rebeldes se reuniram em centenas de brigadas para combater as forças oficiais e retomar o controle das cidades e vilarejos.

Em 2012, os enfrentamentos chegaram à capital, Damasco, e à segunda cidade do país, Aleppo.

O conflito já havia, então, se transformado em mais que uma batalha entre aqueles que apoiavam Assad e os que se opunham a ele - adquiriu contornos de guerra sectária entre a maioria sunita do país e xiitas alauítas, o braço do Islamismo a que pertence o presidente.

Isto arrastou as potências regionais e internacionais para o conflito, conferindo-lhe outra dimensão.

Em junho de 2013, as Nações Unidas informaram que o saldo de mortos já chegava a 90 mil pessoas.

3. Quem está lutando contra quem?

A rebelião armada da oposição evoluiu significativamente desde suas origens.

O número de membros da oposição moderada secular foi superado pelo de radicais e jihadistas - partidários da "guerra santa" islâmica. Entre eles estão o autointitulado Estado Islâmico e a Frente Nusra, afiliada à Al-Qaeda.

Os combatentes do EI - cujas táticas brutais chocaram o mundo - criaram uma "guerra dentro da guerra", enfrentando tanto os rebeldes da oposição moderada síria quanto os jihadistas da Frente Nusra.

Também combatem o Exército curdo, um dos grupos que os Estados Unidos estão apoiando no norte da Síria.

Desde 2014, os EUA, junto com o Reino Unido e a França, realizam bombardeios aéreos no país, mas procuram evitar atacar as forças do governo sírio.

Já a Rússia lançou em 2015 uma campanha aérea com o fim de "estabilizar" o governo após uma série de derrotas para a oposição. A intervenção russa possibilitou vitórias significativas das forças aéreas sírias.

Os rebeldes moderados têm requisitado armas antiaéreas ao Ocidente para responder ao poderio do governo sírio. Mas Washington e seus aliados têm procurado controlar o fluxo de armas por medo de que acabem indo parar nas mãos de grupos jihadistas.

4. Qual é o envolvimento das potências internacionais?

Os Estados Unidos culpam Assad pela maior parte das atrocidades cometidas no conflito e exigem que ele deixe o poder como pré-condição para a paz.

Já a Rússia apoia a permanência de Assad no poder, o que é crucial para defender os interesses de Moscou no país.

O Irã, de maioria xiita, é o aliado mais próximo de Bashar al-Assad. A Síria é o principal ponto de trânsito de armamentos que Teerã envia para o movimento Hezbollah no Líbano - a milícia também enviou milhares de combatentes para apoiar as forças sírias.

Estima-se que os iranianos já tenham desembolsado bilhões de dólares para fortalecer as forças sírias, provendo assessores militares, armas, crédito e petróleo.

Contrapondo-se à influência do Irã, a Arábia Saudita, principal rival de Teerã na região, tem enviado importante ajuda militar para os rebeldes, inclusive para grupos radicais.

Outro aliado importante dos rebeldes sírios, a Turquia tem buscado limitar o apoio dos EUA às forças curdas, que acusam de apoiar rebeldes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão).

Os rebeldes da oposição síria têm ainda atraído apoio em várias medidas de outras potências regionais, como Catar e Jordânia.

5. Por que a guerra está durando tanto?

Um fator chave é a intervenção de potências regionais e internacionais.

Seu apoio militar, financeiro e político tanto para o governo quanto para a oposição tem contribuído diretamente para a continuidade e intensificação dos enfrentamentos, e transformado a Síria em campo para uma guerra indireta.

A intervenção externa também é responsabilizada por fomentar o sectarismo no que costumava ser um Estado até então secular (imparcial em relação às questões religiosas).

As divisões entre a maioria sunita e a minoria alauita no poder alimentou atrocidades de ambas as partes, não apenas causando a perda de vidas, mas a destruição de comunidades, afastando a esperança de uma solução pacífica.

A escalada de terror causada por grupos jihadistas como o EI - que aproveitou a fragilidade do país para tomar o controle de vastas partes de território no norte e leste - acrescentou outra dimensão ao conflito.

6. Qual é o impacto da guerra?

O enviado da ONU para a Síria, Steffan de Mistura, estimou que a guerra já matou 400 mil pessoas.

Para a organização Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediada em Londres, até setembro a cifra de mortos passava de 300 mil.

Já o Centro Sírio para Pesquisa de Políticas, outro grupo de estudos, calcula que o conflito já tenha causado a morte de 470 mil pessoas.

Segundo a ONU, até fevereiro de 2016 mais de 4,8 milhões de pessoas haviam fugido do país - a maioria mulheres e crianças.

O êxodo de refugiados, um dos maiores da história recente, colocou sob pressão os países vizinhos - Líbano, Jordânia e Turquia.

Cerca de 10% deles buscam asilo na Europa, provocando divisões entre os países do bloco europeu sobre como dividir essas responsabilidades.

E as estatísticas terríveis não param por aí.

A ONU disse que são necessários US$ 3,2 bilhões para prover ajuda humanitária a 13,5 milhões de pessoas - incluindo seis milhões de crianças - no país.

Cerca de 500 mil pessoas vivem sob o cerco de forças de segurança ou rebeldes.

Além disso, 70% da população não tem acesso a água potável, uma em cada três pessoas não consegue suprir as necessidades alimentares básicas, mais de 2 milhões de crianças não vão à escola e uma em cada cinco indivíduos vive na pobreza.

7. O que a comunidade internacional faz para pôr fim ao conflito?

 

Como nenhuma das partes é capaz de impor uma derrota decisiva à outra, a comunidade internacional há muito concluiu que a única forma de pôr fim à guerra é por meio de uma solução política.

O Conselho de Segurança da ONU pediu a implementação do Comunicado de Genebra, adotado em 2012 na cidade suíça, que contempla um governo de transição com amplos poderes executivos "baseado no consentimento mútuo".

Porém, as negociações de paz de 2014, conhecidas como Genebra 2, foram interrompidas. A ONU responsabilizou o governo sírio por se recusar a discutir as demandas da oposição.

Um ano depois, a ascensão do grupo autodenominado Estado Islâmico deu novo ímpeto à busca por uma solução pacífica.

Em janeiro deste ano, Estados Unidos e Rússia conseguiram convencer as partes em conflito a participar de "conversas de aproximação" em Genebra para implementar o plano da ONU.

Mas as negociações foram suspensas ainda na fase preparatória, depois que as forças de segurança sírias lançaram uma ofensiva contra a cidade de Aleppo, no norte do país.

Este ano, as duas superpotências mundiais conseguiram negociar uma interrupção das hostilidades, com a qual os enfrentamentos foram suspensos.

A última trégua parcial, em meados de setembro, fracassou dias depois de entrar em vigor, após um ataque letal contra um comboio de ajuda humanitária, no qual morreram 20 civis.

Os EUA culparam a Rússia pelo bombardeio - Moscou negou as acusações.

Uma nova tentativa de salvar o cessar-fogo fracassou nesta semana em Nova York.

Na quinta-feira, o governo sírio anunciou uma nova ofensiva militar em Aleppo para recuperar áreas controladas por rebeldes.

Após o anúncio, a cidade foi alvo de bombardeios ainda mais intensos que os vistos no país nos últimos meses.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Anos Jango - Documentário

O Governo Jango

O governo de João Goulart representa um dos períodos mais efervescentes da história política e social. Foi o último governante da chamada República Populista e antecedeu a Ditadura Militar brasileira.

O Documentário Jango nos leva para uma viagem à esse período. Dirigido por Sílvio Tendler, ele é rico em imagens da época, com entrevistas de vários dos envolvidos e nos mostra o caminhar e a disputa entre as esquerdas e da direita da década de 60, assim como os efeitos da Guerra Fria em nosso país.


domingo, 5 de junho de 2016

O perigo da história única - Chimamanda Adichie

A única história cria estereótipos. E o problema com estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles fazem um história tornar-se a única história  “
Chimamanda Adichie